

Diálogo de amor entre o
sol e a lua.
(A.D)

Encontraram-se por acaso mais uma vez.
Mas como sempre a sua proximidade sobressai...
Ficaram tímidos, mas o sol quebra o silêncio...Depois...
O sol diz:

A simplicidade de dizeres a alguém que é lindo como me disseste agora, é quando vês no espelho o teu olhar e descobres que o brilho que tem é a natureza renascida do reflexo do teu coração no meu...
A lua diz:

Não posso adorar-te...simplesmente a palavra a usar terá de ser uma de maior significado...cúmplice, íntima. Como a flor do sorriso quando acordo de manhã e pareço uma criança que sonhou a cor-de-rosa e sente por ti saudades de todas as cores.

Normal é. Porque assim como o sol desce sobre o mar e abre o peito à luz no outro dia, ansioso, também tu fechas as janelas das pálpebras para o sono e acordas como eu no dia seguinte, à noite. E existimos...impossível não sentir falta do filtro que purifica as nossas emoções.

Se me cobrires de beijos liga o interruptor da minha pele. Quero que grave onde quer que toques o aroma dos teus lábios, como se fossem navegantes à sorte das marés, em busca de territórios desconhecidos com tesouros de ternura inesgotável e infinita.

Não me faz falta apenas a tua voz cósmica de estrelas cadentes em que mergulhei num dia de chuva intensa que me aflorava nos olhos em cascata. Faz-me falta também a lava incandescente do teu abraço e a estação amena das tuas mãos que me resgate do frio da tua ausência; do teu corpo colado no meu, em sonhos, como se apenas de uma alma se tratasse...

Se estivesses aqui estremecias com o toque frio das mãos na tua pele, dos beijos no pescoço e na nuca, e as carícias no teu rosto e corpo. Aí, poderíamos não ter asas mas por certo voarias ao meu lado, juntos, rumo ao teu pôr-do-sol.

E de certeza que eu te deixava nas nuvens com o toque dos meus lábios nos teus e em seguida em todo o teu corpo...

Primeiro sentei-me. Contorci-me sobre o meu edredon, depois de me deixar cair para trás na cama celeste. Como se me espreguiçasse. Desejei esses teu lábios de fogo tocando-me e pensei: "Estarei de novo a sonhar ou é mesmo realidade ter encontrado um ser tão lindo e maravilhoso como tu"?

Olhos nos olhos agora te encontrava. De beijos me inundavas? Com teus lábios queimavas a minha pele de desejo? Poderia eu descobrir e abrigar no meu peito a sensualidade da tua voz? No fundo caminhar contigo, abraçados...no mesmo e único destino...só nosso...

(Olharam-se nos olhos, choraram ambos de saudade infinita e prometeram
amor eterno um ao outro)
A eternidade no nosso amor será sempre o nosso sentido, a nossa saudade,
a verdadeira ternura.

Amo-te sol. Amo-te lua.
Amo-te cumplicidade de nós dois.

Amo-te Abel

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Eu Comigo
Aqui e Agora
Geraldo Eustáquio de Souza

Amar o que eu sou,
Todo indivisível que constitui o ser
e o acontecer do meu corpo,
no espaço e no tempo...
Amar as coisas que eu estou fazendo
e o modo como eu as faço...
Amar as minhas limitações,
como amo as minhas possibilidades...
E nos meus acertos e erros,
amar o projeto que vai se transformando em obra
no trabalho da construção de mim mesmo (a).
Amar-me como eu estou aqui e agora,
vivendo a vida simplesmente, naturalmente,
com o ar que eu respiro,
o chão que eu piso,
as estrelas que eu sonho...
Às vezes gostar de mim é um desafio,
uma prova de fogo que revela
se eu realmente me amo,
ou apenas finjo amar-me...
Gostar de mim na perda,
quando a vida me fecha uma porta,
sem nenhum aviso ou explicação...
Gostar de mim quando erro,
quando fracasso,
quando não dou conta,
quando não faço bem feito e
ainda encontro quem me critique ou
zombe de mim por eu ter sido apenas
o que sou:
- limitado (a), vulnerável, imperfeito (a), humano (a)
Gostar de mim no fundo do poço,
cabeça a mil,
coração a zero,
e ainda assim ser capaz de ouvir e
respeitar as referências do meu próprio corpo
como um amigo fiel, atento e carinhoso...
Eu me relaciono com as outras pessoas
do mesmo modo como eu me relaciono comigo...
Se eu me amo, não sei odiar...
Se eu me odeio, não sei te amar...
Se eu me desprezo, não sei te respeitar...
Se eu me respeito, não sei te desprezar...
Como eu te aceitar, se me rejeito?
Como eu te rejeitar, se eu não me aceito?
Celebro no amor a mim mesmo (a)
o nascimento do amor pelo meu próximo!

Mensagem publicada no blog "Almas Poéticas".

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O grande momento
J. G. de Araújo Jorge

Como uma réstia de sol instantânea,
tu entras
pela porta entreaberta,
nem bem te adivinho.
...Esse o momento maior de euforia e tranquilidade,
quando a porta se fecha sobre o teu vulto
e meus braços se abrem para receber-te.
Esse o momento maior de euforia e tranquilidade:
há calor em meu peito e o verão em teus olhos;
como que tocadas de vento, foram-se todas as dúvidas
da tensa espera, angustiosa.
De repente, desanuviam-se todas as ânsias,
todas as inquietações;
ouço-te a respiração ofegante, sinto-te as mãos frias,
tenho-te de encontro ao peito ainda sem nada dizer.
Sei que agora és meu, que foste meu, que serás meu,
principalmente que és meu, pois não mais te espero;
te tenho!
- Imprevistos não deterão teus passos,
nada desviará nosso encontro se estás
em meus braços...
Canto e rio, e nem percebes...Canto e rio
e te amo,
beijo-te em silêncio, e penso que nada mais te desviará
de meus desejos:
a chuva, o vento, a morte, que sei eu?
Esse o momento maior de euforia e tranquilidade...
Um no outro, vivemos a impressão de que nós
apenas conhecemos
essa felicidade,
que nunca ninguém a sentiu...
Depois, os olhos fechamos, e silenciamos...
O resto do mundo parou (que mundo?) parou...
sumiu...

Nossos caminhos se cruzaram. Hoje, juntos há 1 ano,
desfrutando desse sentimento que nos invadiu,
intenso e verdadeiro.
Beijo de muito amor.

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Mulher Amada... Mulher Amiga
Liz,
Buscar, sentir
A grande paixão de amar
Tentar ouvir esse tempo que virá
Fugindo do passado
Eu e tu
Sempre apaixonados
Liz,
Hoje não tenho nada
Se não estás aqui
Meu coração, apaga-se...
Liz,
Eu te amarei
Aonde irás sem mim?
Eu não sei viver sem ti...
(Trecho de "Isabel" cantada por Il Divo)

Tão simples esse amor...
J. G. de Araújo Jorge
Tão simples este amor nasceu... Nós nem notamos
que era amor e afeição que aos poucos nos prendia...
O amor - é aquela flor que engrinalda dois ramos
aos esponsais de luz do sol de cada dia!
Dois ramos - eu e tu - e as horas desfolhamos
numa doce, irrequieta e impensada alegria
- e assim vamos vivendo, e a viver, acenamos
sonhos verdes aos céus azuis da fantasia!
Tão simples este amor nasceu... Tal como nasce
um beijo em tua boca, um riso em tua face,
uma estrela no céu... ou uma flor de um botão...
Nem era necessário mesmo eu te falar,
se já o tens transformado em luz no teu olhar,
e eu, já o sinto a cantar, dentro do coração!

Por nossas Bodas de Papel...
Um beijo,
terno e eterno.
Um beijo de amor!
Abel

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Por nossos irmãos,
Que descansem em paz...
Pelo Sinal da Santa Cruz
Livrai-nos Deus Nosso Senhor
dos nossos inimigos
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo,
Amém.

Pai Nosso que estais no céu,
santificado seja o vosso nome,
vem a nós o vosso reino,
seja feita a vossa vontade
assim na terra como no céu.
O pão nosso de cada dia nos daí hoje,
perdoai-nos as nossas ofensas,
assim como nós perdoamos
a quem nos tem ofendido,
não nos deixei cair em tentação
mas livrai-nos do mal.
Amém
Nick e Liz
Mensagem publicada no blog "Seu Presente...Seu Sonho"

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Pelo momento que estamos vivendo,
Por tantas vidas abortadas...

Meus Pêsames –
aos que dormem e aos que ficam acordados;
aos que andam e aos que ficam sentados;
aos que cantam e aos que ficam calados;
aos que se alegram e aos que ficam magoados.
Meus Pêsames –
aos que abraçam e aos que são abraçados;
aos vencedores e aos derrotados;
aos sóbrios e aos embriagados;
aos admiradores e aos admirados.
Meus Pêsames –
aos livres e aos enjaulados;
aos observadores e aos observados;
aos brincalhões e aos mal-humorados;
aos encantadores e aos encantados;
Meus Pêsames –
aos que adoram e aos que são adorados;
aos que pulam e aos que ficam parados;
aos empregadores e aos empregados;
aos que perdoam e aos que são perdoados.
Meus Pêsames –
aos que estão de olhos abertos e aos que continuam de olhos fechados;
aos satisfeitos e aos angustiados;
aos que dão o beijo e aos que são beijados;
aos pecadores e aos pecados - meus pêsames.
Flávia Dellamura
Nick e Liz
Mensagem publicada no blog "Olhar Definido"

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Meu cantinho esteve em votação no "Clube da Melhor Idade"
Ganhei o 3º lugar e essa plaquinha linda!
Obrigada, Sandra e Marie, pela oportunidade em participar,
e obrigada a todos os meus amigos pelos votos recebidos.
Beijo no coração de todos vocês.

http://clubedamelhoridade.zip.net

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Dançar contigo é meu o sonho...
Marilena Trujillo

Dançar contigo é o meu maior sonho...
Sentir meu coração pulsando forte
e o teu desfalecendo de emoção...
Dizer baixinho ao teu ouvido
frases cheias de paixão...
Rodopiar levada por tuas mãos...
Meu corpo colado ao teu,
Nosso amor acontecendo,
girando pelo salão...
Um beijo querendo
alcançar tua boca...
Tuas mãos disfarçadas
passeando em meu corpo,
giramos extasiados,
colados, embriagados...
O bolero nos levando,
girando, girando...
Tudo em volta desaparece,
Teu corpo, teu perfume, o bolero...
Teus olhos brilhando...
Te amar, é tudo o que mais quero!

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O som do amor
Abel Cruz

Vem dançar comigo hoje à noite, amor meu
Num chão de madeira...
Vem dançar comigo!
Escuta a música que geme de amor
Como me sinto por tu, puro amor
Com a mão na tua cintura,
Tuas mãos feito plumas
Acariciando meu pescoço
Teus cabelos presos
Teu vestido solto
Escuta a música que geme de amor
Sente o tremer dos nossos corpos
Como me desejo em você...
Minha perna por entre as suas
Dança comigo, amor meu!
Minha boca, tua boca
Que se abrem para beijos
Beijos loucos, desejados, nossos...
Teus seios que se oferecem
Ah, minha boca na vontade imensa
Vejo-me nos teus olhos

Bem dentro dos teus olhos...
Escuta a música que geme de amor
Escuto o pulsar do teu corpo
Tua voz rouca no meu ouvido
Sons de pura emoção
Num chão de madeira...
Dança comigo, meu amor
Dança comigo, mulher
Vive comigo essas noites de magias
Velas, penumbras...
Escuta comigo essa música que geme de amor
Som dos nossos corpos, som caliente
Nessa noite de sedução
Beija-me, nesse beijo que é meu

Nesse beijo teu, nesse beijo nosso
E seremos música...
Corpo, calor, paixão, sons
Um só corpo, uma só alma
O eterno em nós...
Escuta, escuta...
a música que geme de amor
a música que vibra de amor
Dança comigo, meu amor!
Vem dançar comigo...

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Amor
M. Sfredo Wicteky


Era uma vez dois amantes,
embriagados de amor.
Era uma vez dois destinos
desafiando a dor.
Agiam como que em sonho,
seu tudo era o sentimento,
o tempo, como um mágico,
ultrapassava o momento.
Belas asas, belos pássaros
docemente a flutuar,
sem consciência do mundo,
duas sonatas a bailar.
Suas peles eram pétalas de flores,
a respirar perfumes de vida,
provocando os olhares de todos
a contemplar a subida.
Amavam-se na rua, no ar,
para escândalo dos passantes
que não lembravam mais
dos seus tempos de amantes.
A intensidade brilhava neles
auréolas de anjos
que resplandeciam no concerto
de uma orquestra de banjos.
Eram crianças inocentes,
construindo castelos de sonhos,
enquanto o comum dos mortais,
fechava sua casa, tristonho.
Eram madrugadas acesas,
eram dois astros dançantes,
eram retalhos de vento,
eram a síntese dos amantes.

Amor verdadeiro que preenche meus
espaços, minha vida, minh’alma...
Para você, amor meu.
Abel
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Nick é chão, mar, inquietação, blogueiro das invenções, dos desafios, que
junto com a sua amada, Liz, nos presenteou com as mais belas publicações
de amor.
Sempre foi homem dos bastidores, perfeccionista, nos cobrando até a
exaustão pelas correções dos posts.
Nossos mais sinceros agradecimentos e carinho, pela presença constante
nas Noites sem fim, amante-mor, guardião, ao lado da sua amada do nosso
blog.

Encontrando-me com um sertanejo
Perto de um pé de maracujá
Eu lhe perguntei:
Diga-me caro sertanejo
Porque razão nasce roxa
A flor do maracujá?
Ah, pois então eu lhi conto
A estória que ouvi contá
A razão pro que nasci roxa
A flor do maracujá
Maracujá já foi branco
Eu posso inté lhe ajurá
Mais branco qui caridadi
Mais brando do que o luá
Quando a flor brotava nele
Lá pros cunfim do sertão
Maracujá parecia
Um ninho de argodão
Mais um dia, há muito tempo
Num meis que inté num mi alembro
Si foi maio, si foi junho
Si foi janero ou dezembro
Nosso sinhô Jesus Cristo
Foi condenado a morrer
Numa cruis crucificado
Longe daqui como o quê
Pregaro cristo a martelo
E ao vê tamanha crueza
A natureza inteirinha
Pois-se a chorá di tristeza
Chorava us campu
As foia, as ribera
Sabiá também chorava
Nos gaio a laranjera
E havia junto da cruis
Um pé de maracujá
Carregadinho de flor
Aos pé de nosso sinhô
I o sangue de Jesus Cristo
Sangui pisado de dô
Nus pé du maracujá
Tingia todas as flor
Eis aqui seu moço
A estoria que eu vi contá
A razão proque nasce roxa
A flor do maracujá.

Publicado na Caixinha de Presentes do "Noites Sem Fim"

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Publicado na Caixinha de Presentes do "Noites Sem Fim"

De ÞerÞetµal Night e ºsonhadoraº/ctba
Para Liz
Falar da blogueira Liz é falar de sonhos.. de amor.. de madrugadas... de guardiã.
Demorou a chegar no Noites, mas ao chegar, no primeiro instante, soubemos que veio para ficar.
Dedicou-se ao nosso blog de corpo e alma... varou madrugadas atualizando os eventos da caixinha, sempre em companhia do seu amado Nick.
Os dois foram incansáveis, e, é impossível falar de um sem citar o outro. São unos.... são plenos. São os amantes guardiões das nossas Noites Sem fim.
Liz.. nosso carinho... nosso mais terno beijo (extensivo ao Nick)

OUVIR ESTRELAS ...
“Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
perdeste o senso!” Eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...
E conversamos toda a noite, enquanto
A via Láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.
Direis agora: “Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?”
E eu vos direi: “Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas.”
(Olavo Bilac)
(...)— Homem! és o universo, porque pensas,
E, pequenino e fraco, és Deus, porque amas!
(Bilac por certo ouvia estrelas quando escreveu esse verso)
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Para você, meu amado.
Beijo de amor

Poeminha amoroso
Cora Coralina

Este é um poema de amor
tão meigo, tão terno, tão teu...
É uma oferenda aos teus momentos
de luta e de brisa e de céu...
E eu,
quero te servir a poesia
numa concha azul do mar
ou numa cesta de flores do campo
Talvez tu possas entender o meu amor.
Mas se isso não acontecer,
não importa.
Já está declarado e estampado
nas linhas e entrelinhas
deste pequeno poema,
o verso;
o tão famoso e inesperado verso que
te deixará pasmo, surpreso, perplexo...
eu te amo, perdoa-me, eu te amo...

Publicado no blog "Almas Poeticas"

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O amor é o sangue do sol dentro do sol
A inocência repetida mil vezes na vontade sincera
de desejar que o céu o compreenda
Levantam-se tempestades frágeis e delicadas
na respiração vegetal do amor
Como uma planta a crescer da terra.
O amor é a luz do sol a beber a voz doce da planta.
Algo dentro de qualquer coisa profunda.
O amor é o sentido de todas as palavras impossíveis.
Atravessa o interior de uma montanha.
Corre pelas horas originais do mundo.
O amor é a paz fresca e a combustão de um incêndio dentro,
dentro,
dentro,
dentro,
dentro dos dias.
Em cada instante de manhã,
o céu a deslizar como um rio.
À tarde, o sol como uma certeza.
O amor é feito de mar, de ondas na distância do oceano
e de areia eterna.
O amor é feito de tantas coisas opostas e verdadeiras.
Nascem lugares para o amor e,
nesses jardins etéreos,
a salvação é uma brisa que cai sobre o rosto suavemente.
José Luis Peixoto

A força do amor está na alma, é ela quem
comanda os sentimentos, mesmo à distância.
E assim, é o nosso amor, intenso, dos deuses,
idolatrado, sagrado, intocável.
Beijo de amor.

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Soneto da fidelidade
Vinícius de Moraes

De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa (me) dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

Amor meu, o amor que existe entre nós não é um
fator isolado, mas um ato perfeito do que somos
num só ser, finalidade última do amor.
Abel

Publicado no blog "Almas Poéticas"

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